quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz Ano de 2016!




À Família da C'ART. 422 e a todas as outras famílias, venho desejar que o ano que se avizinha seja de prosperidade, sucesso e, principalmente, muita saúde!

Um abraço do vosso Amigo Aires - 1º Cabo 2625




segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Mensagem Natalícia!




A todos os que visitam o Blog e em especial a toda a família da C'ART 422, desejo um feliz Natal e votos de um Magnífico Ano Novo!

Abraço do vosso amigo Aires - 1º Cabo 2625





segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Memórias de Guerra do Ultramar - Fonseca Alves



Amigos, indicaram-me este livro, por isso também o recomendo a vocês que, assim como eu, estiveram ao serviço da Pátria, por terras de ultramar.

Volto um dia destes com mais histórias da C'ART 422.

Um abraço do vosso amigo Aires - 1º Cabo 2625



«[…] um livro, sem dúvida, cheio de interesse não só para os participantes na narrativa, pois vão ter a possibilidade de recordar bons e maus momentos da sua juventude em solo africano, mas também para terceiros eventualmente interessados em conhecer um pouco da História recente de Portugal no que se refere à dita guerra colonial. O realismo deste livro do Fonseca Alves é, por demais, evidente, seja no tocante aos perigos inerentes às várias situações de guerra, seja, até, a alguns momentos de bom humor e boa disposição, que também os houve, nos “intervalos” da guerra.» 

Célio Rolinho Pires in Prefácio"


sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Natal na Zalala em 1963

Natal na Zalala em 1963, do pessoal do 3º pelotão, do Alferes Ângelo

 
O QUE É SER DA 422
 
E tudo teve inicio na chamada "Pesada 2" em Vila Nova de Gaia, onde se juntaram uns 160 Homens, oriundos do Minho ao Algarve, mas com uma percentagem muito maior do Norte de Portugal. Estávamos no fim do ano de 1962.
Quase todos estavam na casa dos 20/21 anos, excepto alguns oficiais, e sargentos, que eram mais velhos.
 
Gente jovem portanto, que ainda não estava bem formada para enfrentar os perigos da guerra.
 
Em Abril, quando partimos para Angola, pode dizer-se que estavam bem melhor preparados, física e psicologicamente, pois a instrução a que foram submetidos foi de grande dureza, dado que os alferes e o capitão, tinham passado pelo melhor que havia na altura, em termos de instrução de guerrilha.
 
Começou aqui, em Vila Nova de Gaia, o que podemos chamar o primeiro contacto com um cenário de guerra.
 
Com certeza que à medida que chegava a hora da partida para Angola, os receios e os medos do que se iria encontrar, aumentavam.
 
Não há dúvida que aqui, tirando um caso ou outro, a Amizade entre todos ainda era reduzida.
 
Na travessia do Atlântico, no Vera Cruz, passaram-se uns dias maravilhosos, relaxantes, onde deu para ver , naquela imensidão de água, o quanto o homem é pequeno comparado com a natureza.
 
Vêm depois os locais onde se travava a guerra e tudo o que ela envolvia, com uma tensão nervosa permanente, quer nos aquartelamentos por onde passámos, quer na mata, no capim, nos morros ou nas estradas, a pensar mas minas ou emboscadas.
 
Todo este stress, se dava cabo do nosso sistema nervoso, também nos ajudou a crescer como Homens, pois tivemos que enfrentar e vencer medos, os perigos, e as fraquezas, a sede e a fome.
 
E sabíamos, todos sabíamos, que podíamos sempre contar com os nossos companheiros do lado, da frente ou detrás, para o que fosse preciso fazer, sem nada pedir em troca.
 
Quantas vezes bastava a coragem ou o sacrifício de um para que todos à volta ganhassem a confiança que parecia ter desaparecido naquele momento.
 
Resumindo
 
  • Se foste mobilizado pelo RAP 2;
  • Se foste no Vera Cruz em 10/04/63 e vieste no mesmo barco em 27/07/65;
  • Se andaste pelas picadas do Zalala - Quijoão - Mata dos Dembos - Baixa do Mugage e tantas outras;
  • Se ias ao reabastecimento a Quitexe e a Carmona e vinhas de regresso a Zalala, com uns "copos";
  • Se "visitavas" as sanzalas por onde estivemos aquartelados;
  • Se assististe a apanhar montes de peixes do rio, pelo nosso médico, com uma cana de pesca chamada "granada";
  • Se tiveste medo, mas foste capaz de vencê-lo e se das fraquezas criaste forças para sempre;
  • Se deste grupo fizeste Amigos verdadeiros para toda a vida, então podes dizer e gritar com orgulho que pertenceste à CART 422;
"DITOSA PÁTRIA QUE TAIS FILHOS TEVE" 
 

sábado, 14 de novembro de 2015

A regueifa do Agostinho


Amigos, ando meio desaparecido, mas não acabei com isto.

O texto de hoje é do Francisco António Esteves - O Chico - 1º Cabo 2524



"No dia 12 de Maio de 1963, saímos dois pelotões para a Serra do Pingano, no Vale do Vamba.

Choveu muito, torrencialmente...

O nosso único tecto foi a copa das árvores e foi debaixo delas que passamos a noite..

Ficamos encharcados, TODOS molhados. Não havia impermeável que nos salvasse. Entrava água por todos os lado. e a água era tante, que um colega nosso de "quarto", o Agostinho, teve o seguinte desabafo:

- AI QUE TENHO A MINHA REGUEIFA TODA CHEIA D'ÁGUA!

No caminho de regresso, onde antes estava tudo enxuto, estava agora cheio de água.

Quando chegamos ao aquartelamento, no dia 13 de Maio de 1963, a nossa roupa já tinha enxugado no nosso corpo.

Vida triste a de tropa..."




Bom fim de semana e um abraço do vosso amigo Aires - 1º Cabo 2625




sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Trova do vento que passa



Hoje deixo-vos com um poema de Manuel Alegre.

Bom fim de semana do vosso amigo Aires - 1º Cabo 2625

Um abraço!




"Pergunto ao vento que passa 
notícias do meu país 
e o vento cala a desgraça 
o vento nada me diz."

Manuel Alegre


A tentar "descontrair"

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Os tiros do Cabo Clarim!


O texto que se segue é do Francisco António Esteves - Chico
1º Cabo 2124

Abraço do vosso amigo Aires - 1º Cabo 2625



Um dia qualquer depois do almoço, a caserna de cima - no Zalala - estava cheia de gente.

O cabo Clarim estava a limpar uma arma, e não usou a devida segurança da arma.

Inadvertidamente dispara a arma, atingindo um colega do lado, no dedo grande do pé. O colega estava tirar uma cesta e acordou, claro, estremunhado. Sentou-se na beira da cama, viu o sangue que lhe jorrava do pé e disse:

- Ai o meu rico pezinho!

Correu em direção ao posto médico para fazer o respetivo curativo.

Sorte foi mais ninguém ter sido atingido.

Eu, no Zalala, na pose para a foto!